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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Como planejar atividades para educação especial

Written By: Fatima Calado

Como planejamos atividades para uma educação especial ou estudantes de uma sala de recursos? Como em qualquer consideração na educação de necessidades especiais, é essencial entender o que são estas necessidades especiais. Os estudantes têm dificuldades físicas ou emocionais? Há estudantes incapazes quanto ao desenvolvimento? Visão ou audição prejudicada? Podemos então basear nossas atividades em torno das necessidades. Aqui estão algumas considerações gerais, seguidas depois por outras mais específicas.

1. Seja atento aos fatores estressantes únicos que seus estudantes com necessidades especiais enfrentam. O que poderia parecer divertido para um estudante comum pode ser aterrorizante para um estudante autista.
2. Monitore a estimulação sensorial: novos sons, aromas, sabores e toques.
3. Mudanças são muito difíceis para muitos estudantes com necessidades especiais. Sua zona de conforme é estreita; novidades podem sem muito intimidantes. Assegure-os de sua segurança pessoal.
4. Limite as variáveis no ambiente. Muitos estudantes sofrem de sobrecarga sensorial, então, mantenha as coisas tão consistentes quanto possível. Mesmo ir a aulas como arte ou música pode ser traumático.
5. Esteja preparado para períodos difíceis, sendo calmo e consistente. Isto estruturará a confiança de seus alunos em situações novas.
6. Discuta opções com os alunos. Muitas vezes uma criança com necessidades especiais só consegue ver uma opção – “bater ou correr”. Faça sessões de brainstorm com eles sobre o que fazer quando se sentem em perigo (pedir ajuda a um adulto, entrar em um corredor, etc).
7. Complete suas ações alertando outros integrantes da equipe ou adultos sobre os planos do aluno.
8. Seja franco com seus outros alunos, especialmente os “normais”. Explique a situação e assegure a eles que serão mantidos seguros. Fale a eles sobre como interagir com alunos com necessidades especiais.
9. Quando selecionar atividades, fale com seus alunos. Pergunte como se sentem e o que apreciariam. Esta tende a ser uma boa hora para uma lição de linguagem. Escreva seus pensamentos no quadro, Use um quadro SQA se eles puderem fazer isto (S – o que eu sei sobre o que estamos fazendo, Q – o que eu quero aprender, A – o que eu aprendi). O quadro é encerrado após a atividade.
10. Para atividades dentro de sala de aula, opte pelo simples em vez do complicado. Este conselho aplica-se a todos os alunos. Eles têm uma oportunidade maior de êxito. A maior meta para a maioria das atividades é interação positiva em geral e comunicação, juntamente com exposição a novas coisas.
11. Para culinária – use massas congeladas e deixe-os decorarem os biscoitos. Use receitas com ingredientes simples que eles gostem – pizza, torta, massas, legumes.
12. Para artes – selecione projetos que encorajem formas livres, como argila, pintura com os dedos, pastéis e colagens. A chave é a participação e exploração dos materiais.
13. Para ciências – atenha-se ao básico, como água, plantas, animais, veículos, segurança e saúde. Estes são fatores no ambiente dos estudantes. Eles frequentemente precisam de auxílio para aprender como enfrentar e interagir. As escolhas do currículo devem ser significativas para a sua vida diretamente.
14. Para música – Eu gostava da abordagem da musicoterapia. Nós usávamos canções, dança e ritmo par a criar uma atmosfera pacífica e feliz. Escolha canções com um tema positivo. O website Mr. Roger gravou a maioria de suas canções, e eu acredito que elas estão entre as melhores.
15. Para Estudos Sociais – olhe mapas. Tenha convidados de outras nações que façam palestras. Concentre-se na comunidade e como interagimos em nossa comunidade local, nacional e global.
16. Para viagens ao campo – mantenha-as simples, seguras e bem supervisionadas. Tente torná-las uma extensão de sua zona de segurança. Encontre recursos com programas simples, organizados.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Registro de Avaliação

Avaliação: Observação, registro, reflexão e intervenção pedagógica.




Ser educador é gestar em si a sensibilidade pedagógica da inconformidade, da inconcretude, lançando-se na empreitada de não se contentar com as explicações fáceis, superficiais e com a rotina mecânica que ofusca, muitas vezes, a criticidade e a criatividade” (SILVA, 2004, p.17)




As palavras acima são um convite à reflexão sobre o papel desempenhado
pelos professores, frente aos muitos desafios que se apresentam no cotidiano escolar.
Dentre esses desafios, a grande responsabilidade que emerge do processo avaliativo,
na perspectiva da avaliação formativa: o compromisso com a aprendizagem e com o
desenvolvimento de todos os alunos.
Assim, avaliar o aluno, assumindo o compromisso com a sua aprendizagem,
implica conhecê-lo. E, para isso, é preciso observá-lo. A observação atenta e reflexiva
é, portanto, um dos procedimentos fundamentais para a prática avaliativa formativa,
e ocorre durante a rotina de trabalho desenvolvida pelo professor com e para os
alunos, nos diversos tempos e espaços escolares.

Mas, como observar cada aluno, diante da dinâmica intensa que se faz presente
nesses diferentes espaços que, em seu conjunto, são ambientes de aprendizagem? - Forneiro (1998) atribuiu à sala de aula uma dimensão mais ampla, entendendo que todo o
espaço escolar é um ambiente de aprendizagem.

Uma boa estratégia é fazê-lo diariamente, a partir de pequenos grupos de cada
vez ou de acordo com a necessidade individual.
Entretanto, considerando-se as limitações próprias da memória humana, para que
essas observações possam subsidiar o processo avaliativo, é necessário que elas
sejam registradas.

A esse respeito, Villas Boas (2004) apresenta algumas orientações:
• “Onde registrar? Estas anotações podem ser feitas em um caderno cujas
folhas possam ser acrescentadas ou retiradas, facilitando assim a inclusão de
novas informações.

Que quantidade de anotações deve ser feita? O importante não é a
quantidade de informações registradas, mas sim, a sua utilidade para o
professor. O exercício desta prática conduzirá à seleção das situações, frases,
ou fatos mais relevantes e que merecem serem registrados.
• O que anotar? As anotações devem ser contextualizadas, ou seja, devem
constar a data, o horário e a situação em que tal fato ocorreu.
• Como anotar? O que foi visto e ouvido é anotado sem interpretações ou
julgamentos. O objetivo dos registros das observações é a construção do
retrato do aluno. As interpretações serão realizadas posteriormente.
• Quando anotar? Estas anotações poderão ser feitas a partir de um
planejamento prévio da observação, ou ainda realizadas espontaneamente,
quando algo interessante acontecer.
• Comentários sobre as necessidades individuais: Enquanto nos outros itens
as anotações se referem ao que foi observado, este espaço é destinado a
registros acerca do “significado do que foi observado, das preocupações e
ações a serem desenvolvidas. Esses comentários referem-se às necessidades
individuais dos alunos. Por exemplo: Isto tem acontecido sempre que ele chega
atrasado. Conversar com ele para saber a razão constante dos atrasos.”
(VILLAS BOAS, 2004, p.101).
As observações realizadas e registradas possibilitam ao professor refletir sobre
as situações evidenciadas. Algumas questões podem orientar essa reflexão, tais
como:
• Que conquistas o aluno demonstrou nesse período, em relação às
expectativas de aprendizagem propostas?
• Que aspectos ainda necessitam ser trabalhados para que ele alcance as
expectativas de aprendizagem propostas?
• Quais foram as intervenções realizadas no sentido de auxiliá-lo na
superação de suas necessidades?
• Como o aluno respondeu a essas intervenções?
• Que outras providências podem ser tomadas para auxiliá-lo?
Certamente, outras questões poderão ser somadas a essas, tendo em vista
outros aspectos que o professor julgue necessários para as suas reflexões e para a
promoção de melhores condições de aprendizagem para o seu aluno.

As anotações das observações realizadas, juntamente com a análise e com a
reflexão a respeito de outros instrumentos de avaliação utilizados, permitem ao
professor identificar as necessidades e potencialidades do aluno, considerando
sempre, o caráter provisório do conhecimento.
Essa postura investigativa, reflexiva e respeitosa, acerca do processo de
aprendizagem do aluno, será uma forte aliada do professor, uma vez que lhe fornecerá
elementos para a reflexão da sua intervenção pedagógica e para a reorganização do
seu trabalho.
A articulação da observação, da reflexão e da intervenção pedagógica fornece
elementos para o preenchimento do Registro de Avaliação, instrumento de registro
individual de avaliação das aprendizagens e do desenvolvimento do aluno.


O Registro de Avaliação

Como já apresentado no início deste documento, o Registro de Avaliação é
um instrumento individual de avaliação das aprendizagens e do desenvolvimento do
aluno das séries/anos iniciais do ensino fundamental. É composto por expectativas de
aprendizagens descritas para cada ano de escolarização, as quais dizem respeito aos
componentes curriculares propostos pelas Orientações Curriculares do Ensino
Fundamental Séries e Anos Iniciais (2009).
O Registro de Avaliação oferece informações sobre o processo de
aprendizagem do aluno e a organização do trabalho pedagógico do professor. É
fundamental para a construção do Registro de Avaliação a articulação entre a
observação, a reflexão e a intervenção pedagógica.
Para a sua utilização deve-se levar em conta a singularidade de cada aluno, de
maneira que o que for registrado reflita a história da construção da aprendizagem e do
seu desenvolvimento em determinado período.
Para realizar a avaliação das aprendizagens do aluno, o professor precisa usar
diferentes instrumentos avaliativos, tais como a ficha, o relatório individual, o portfólio
ou o dossiê, contendo registros sobre as produções (trabalhos, produções individuais
ou grupais) do aluno, os registros das observações que realizar, assim como outros
documentos de que dispuser e que dizem respeito à trajetória do aluno na instituição
educacional.

Aliada ao uso desses instrumentos está a avaliação informal, que segundo
Freitas (1995), se constitui nos relacionamentos entre os professores e os alunos. A
esse respeito, o autor destaca que:
(...) o juízo que o professor faz do aluno afeta suas práticas em sala
de aula e sua interação com esse aluno. Baseado em alguns
elementos objetivos, o professor constrói todo um processo interno
de análise cuja manifestação final é a nota ou o conceito. Esse
processo leva em conta sua memória sobre o aluno, em área como o
desempenho no conteúdo, sua disciplina e motivação para o estudo
e envolve aspectos ideológicos-conscientemente ou não. (p.262).

A avaliação informal está presente nos registros que o professor faz do
processo de aprendizagem dos alunos. Entretanto, nem sempre é prevista, os alunos
não sabem que estão sendo avaliados. Por isso, Villa Boas (2004) afirma que ela deve
ser desenvolvida com ética e responsabilidade, tendo em vista que essa avaliação
também refletirá na construção da auto-imagem e do autoconceito dos alunos.
A propósito, a autora acrescenta, ainda, que a avaliação informal é usada de
maneira positiva quando os alunos são encorajados e não desmotivados ou expostos
a críticas. Esse encorajamento pode acontecer quando o professor:
Dá ao aluno a orientação de que ele necessita, no exato momento dessa
necessidade; manifesta paciência, respeito e carinho ao atender as suas
dúvidas; providencia os materiais necessários à aprendizagem;
demonstra interesse pela aprendizagem de cada um; atende a todos com
a mesma cortesia e o mesmo interesse, sem demonstrar preferência;
elogia o alcance dos objetivos da aprendizagem; não penaliza o aluno
pelas aprendizagens ainda não adquiridas, mas ao contrário, usa essas
situações para dar mais atenção ao aluno, para que ele realmente
aprenda; não usa rótulos nem apelidos que humilhem ou desprezem os
alunos; não comenta em voz alta suas dificuldades ou fraquezas; não faz
comparações; não usa gestos nem olhares de desagrado em relação á
aprendizagem. (p.24).
.
É possível afirmar, com isso, a necessidade do “olhar” atento do professor ao
trabalho pedagógico e a toda dinâmica educativa, afinal a avaliação acontece nas
diferentes atividades educativas.


Os Conceitos do Registro de Avaliação

Esses aspectos referentes à avaliação informal devem ser considerados na
utilização do Registro de Avaliação. Além disso, será relevante que o professor
observe no ano/série em que está atuando, as expectativas de aprendizagem que
foram trabalhadas e como foi o desempenho de cada aluno no decorrer do bimestre.

Para tanto, ao final desse período, o professor indicará um conceito, dos três
apresentados a seguir, que corresponda ao desenvolvimento do aluno em relação à
expectativa da aprendizagem em questão.


O Registro Descritivo

Esse campo compõe o Registro de Avaliação e se destina ao registro
descritivo sintético das conquistas e das dificuldades apresentadas pelo aluno
ao longo do bimestre, considerando o conceito final atribuído em cada componente
curricular. Nele, o professor deverá relatar os aspectos que determinaram o conceito
final quando marcado como Parcialmente Satisfatório ou Não Trabalhado, citando os
conteúdos não aprendido no bimestre. Será fundamental, ainda, explicar as
intervenções pedagógicas propostas pelo professor para possibilitar a aprendizagem
do aluno em questão.


É importante destacar que o objeto do relato é o resultado da avaliação das aprendizagens e do desenvolvimento do aluno. Assim sendo, recomenda-se que seja evitado o emprego de palavras ou expressões depreciativas, comparativas, ou quaisquer outras formas de comunicação que remetem à discriminação ou à sua exposição.


Alguns dos exemplos a seguir ilustram esta orientação:




- Adjetivos comparativos – Maria é a mais levada.

- Adjetivos superlativos – Joana é levadíssima.

- Palavras significando extremo, advérbios de intensidade – José nunca faz...

- Julgamentos que devem ser aferidos por especialistas de áreas específicas–
Sônia é hiperativa.

- Generalizações – Laura tem dificuldade na aquisição de conhecimentos.

- Remetem a situações conclusivas negativamente – João não sabe. Flávia não
consegue. (SEDF, s/d)

Essa postura se distancia da finalidade da avaliação formativa, uma vez que
esta rejeita procedimentos dessa natureza, por não propiciarem condições de
aprendizagem e desenvolvimento para os alunos e podem induzir à criação de rótulos
e preconceitos (VILLAS BOAS, 2004)

O processo avaliativo no contexto do trabalho pedagógico reivindica ser
conduzido com ética, como dito antes. Para tanto, é necessário que seja um ato de
acolhimento e não de exclusão; de valorização e de potencialização das
aprendizagens e não de exposição. (ESTEBAN, 2003; LUCKESI, 2003, VILLAS
BOAS, 2004).

Os instrumentos e procedimentos de avaliação, quando utilizados na
perspectiva da avaliação formativa, instituem um trabalho educativo pautado no
exercício permanente de investigação do professor a respeito das necessidades
educativas dos alunos e das práticas que desenvolvem com eles.
Entretanto, é importante ressaltar: o que faz a avaliação ser formativa não é a
utilização ou não de determinado instrumento. Segundo Villas Boas (2006), o que faz
a avaliação ser formativa é a prática do professor.
É relevante, portanto, o envolvimento de toda a equipe escolar no sentido de
fazer da avaliação uma prática a favor da aprendizagem de todos os alunos,
contribuindo para “proporcionar educação de qualidade, que não somente leve a termo
a análise de rendimento escolar, mas sim alternativas de superação das
desigualdades sociais” (SEDF, 2009, p.9). Afinal, “qualidade para poucos não é
qualidade, é privilégio.” (GENTILI, 2002, p.176).

terça-feira, 15 de junho de 2010

A cidade com fundamentos

Abraão... peregrinou na terra da promessa... habitando em tendas... porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador. Heb. 11:8-10.

Alguns anos atrás, os editores de mapas dos Estados Unidos pesquisaram as condições de vida em todas as grandes cidades daquele país e chegaram à conclusão de que a cidade de Yuba, na Califórnia, tinha as piores condições. Por outro lado, Pittsburgh, na Pensilvânia, foi colocada como a melhor. Compreensivelmente, os habitantes de Yuba não ficaram felizes ao tomar conhecimento da pesquisa, e isso se justifica.

Não faz muito tempo, li que as cidades do mundo todo estão-se deteriorando rapidamente no aspecto físico. Em Nova Iorque, por exemplo, os canos que levam a água para a cidade estão num estado tão lamentável que, se eles se rompessem, a cidade enfrentaria uma catástrofe de grandes proporções. Substituí-los seria tão dispendioso, que essa solução foi posta de lado como virtualmente inviável.

Mas as cidades não estão enfrentando meramente a deterioração física. Estão declinando moral e espiritualmente também - e por infelicidade essa deterioração infecta as cidades pequenas do mesmo modo. Segundo uma pesquisa divina, feita nas grandes cidades da Terra há muitos anos, nenhuma delas é um lugar ideal para se viver - e o conselho é sair delas do modo mais rápido e prudente possível. (Ver o livrinho Vida no Campo, de Ellen G. White.)

Atente para estas palavras de conselho e advertência: "Nossas cidades estão se tornando cada vez mais ímpias, e cada vez mais se torna evidente que os que desnecessariamente nelas permanecem, fazem-no pondo em perigo a salvação de sua alma." - Vida no Campo, pág. 14.
A cidade na qual Abraão esperava morar tinha "fundamentos". Isso é entendido como referência à Nova Jerusalém (ver Apoc. 21). A Palavra de Deus nos assegura que "nela nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no livro da vida do Cordeiro". Apoc. 21:27.
Que prazer será viver naquela cidade! Nossa peregrinação aqui na Terra é o preparo para nos tornarmos habitantes daquela grande metrópole.

A Visão do Quadro Completo
Sois... edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito. Efés. 2:19-22.

Christopher Wren, o famoso arquiteto inglês que projetou a Catedral de S. Paulo, em Londres, caminhava certo dia pelo prédio em construção e perguntou a cada operário o que estava fazendo. Um deles disse que estava assentando tijolos; outro, que estava colocando os vitrais no lugar; outro ainda, que estava fazendo trabalho de carpintaria para a construção. Nenhuma das respostas foi a que o Sr. Christopher desejava ouvir.

Quando o grande arquiteto estava para deixar o local da construção, passou por um homem que misturava argamassa. Fez-lhe a mesma pergunta.

Erguendo-se acima de sua humilde tarefa, o operário respondeu com orgulho: "Estou construindo uma grande catedral, senhor!"

Que resposta! Que visão! Um artesão medíocre não via nada além da tarefa específica na qual estava envolvido, mas ali estava um homem que, embora executando um trabalho de subalterno, olhava para além da argamassa e conseguia divisar o quadro completo.

Quando eu era adolescente, cantávamos um hino intitulado "Construindo Para a Eternidade". A primeira estrofe era mais ou menos assim:

Com alegria ou tristeza, estamos edificando
um templo que o mundo pode nem ver;
o tempo não pode danificá-lo nem destruí-lo;
construímos para a eternidade. - N. B. Sargent

Quer nos demos conta, quer não, todos estamos envolvidos na construção de um templo. Nossa tarefa pode não parecer importante, mas segundo o nosso texto estamos moldando a vida para ocupar um lugar no templo espiritual de Deus. Pergunte a si mesmo assim como eu me pergunto: "Sou eu como os pedreiros comuns na construção da Catedral de S. Paulo ou como o misturador de argamassa, que captou a visão do quadro completo?"


domingo, 6 de junho de 2010

http://www.vestibular1.com.br/testes/game_reforma_ortografica.htm

Trovadorismo

01.  No inicio do século XIII, a intransigência religiosa arrasou a Provença e dispersou seus trovadores, mas  a lírica provençalesca já havia fecundado a poesia ocidental com a  beleza melódica e a delicadeza  emocional de sua poesia-música, impondo uma nova concepção do amor e da mulher.
a)Verdadeiro
b)Falso
02.  A canção associava o amor-elevação, puro, nobre, inatingível, ao amor dos sentidos, carnal, erótico; a  alegria da razão (o amor intelectual) à alegria dos sentidos.
a)Verdadeiro
b)Falso
03. Assinale a afirmação falsa:
a)O judeu Maimônides e o islamista Averróis são expressões do que as culturas dominadas produziram de  mais significativo na Península Ibérica
b)A cultura portuguesa, no século XII, conciliava três matrizes contraditórias: a católica, a islâmica e a hebraica
c)Pode-se dizer que a cultura portuguesa esteve desde seu início assentada na diversidade e na  contradição, do que resultaram alguns de seus traços positivos (miscibilidade, aclimatabilidade etc.) e  negativos (tendência ao ceticismo quanto a idéias, desconfiança etc.
d)A cultura católica, técnica e literariamente superior às culturas islâmica e hebraica, impôs-se naturalmente  desde os primórdios da formação de Portugal
e)A expulsão dos mouros e judeus e a Inquisição foram os aspectos mais dramáticos da destruição  sistemática que a cultura triunfante impôs às culturas opostas
04.  O primeiro trovador provençal foi Guilherme IX, da Aquitânia (1071-1127). Bernart de Ventadorn e aufre Rudel representam a poesia mais simples, facilmente inteligível; Marcabru, Raimbaut d´Aurenga e especialmente Arnault Daniel representam a poesia mais elaborada, com imagens e associações inesperadas, capazes de encantar os mais rigorosos exegetas, de Dante Alighieri a Ezra Pound.
a)Verdadeiro
b)Falso
05.  A Provença, região sul da França, chamada Langue d´Oc ou Languedo, foi o berço das primeiras  manifestações de uma lírica sentimental, cortês, refinada, que fazia da mulher o santuário de sua inspiração poética e musical
a)Verdadeiro
b)Falso
06.  A língua portuguesa não é falada:
a)em Macau e em dialetos crioulos de Goa, Damão, Sri Lanka (ex-Ceilao), Java e Málaca
b)no arquipélago de Cabo Verde, nas ilhas de São Tomé e Porto Príncipe, na Guiné-Bissau em Angola e em Moçambique
c)no Timor Leste, parte oriental da ilha de Timor, próxima da Oceania, mas que os mapas geopolíticos  atuais incorporam ao Sudeste Asiático
d)no arquipélago dos Açores e na Ilha da Madeira
e)em Gibraltar e nas Ilhas Canárias
07.  Enquanto no sul da Europa, nas proximidades do Mediterrâneo, alastrava-se o lirismo trovadoresco,  voltado para a exaltação do amor, para a vassalagem amorosa, no norte predominava o espírito  guerreiro, épico, que celebrava nas canções de gesta o heroísmo da cavalaria medieval.
a)Verdadeiro
b)Falso
08.  A poesia lírica dos provençais teve seguidores na França, na Itália, na Alemanha, na Catalunha, em Portugal e em outras regiões , onde também os temas folclóricos foram beneficiados com a forma mais  culta e elaborada que os trovadores disseminaram.
a)Verdadeiro
b)Falso
09. Assinale a afirmação falsa sobre as cantigas de escárnio e mal dizer:
a)Os alvos prediletos das cantigas satíricas eram os comportamentos sexuais (homossexualidade, adultério,  padres e freiras libidinosos), as mulheres (soldadeiras, prostitutas, alcoviteiras e dissimuladas), os  próprios poetas (trovadores e jograis eram freqüentemente ridicularizados), a avareza, a corrupção e a  própria arte de trovar
b)As cantigas satíricas perfazem cerca de uma quarta parte da poesia contida nos cancioneiros galego-  portugueses. Isso revela que a liberdade da linguagem e a ausência de preconceito ou censura  (institucional, estética ou pessoal) eram componentes da vida literária no período trovadoresco, antes de a repressão inquisitorial atirá-las à clandestinidade
c)A principal diferença entre as duas modalidades satíricas está na identificação ou não da pessoa atingida
d)Algumas composições satíricas do Cancioneiro Geral e algumas cenas dos autos gilvicentinos revelam a obrevivência, já bastante atenuada, da linguagem livre e da violência verbal dos antigos trovadores
e)O elemento das cantigas de escárnio não é temático, nem está na condição de se omitir a identidade do  ofendido. A distinção está no retórico do “equívoco”, da ambigüidade e da ironia, ausentes na cantiga de  maldizer.
10.  Foi o que ocorreu em Portugal e Galiza: a poesia primitiva, oral, autóctone, associada à musica e à coreografia e protagonizada por uma mulher, as chamadas cantigas de amigo, passaram a se beneficiar  do contato com uma arte mais rigorosa e mais consciente de seus meios de realização artística
a)Verdadeiro
b)Falso


 Gabarito do seu teste

01 - A             02 - A            03 - D            04 - A              05 - A
06 - E             07 - A            08 - A             09 - C             10 - A

Humanismo ou Pré Renascentismo

01.  (FUVEST-SP) Indique a afirmação correta sobre o Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente:
a)A sátira é aqui demolidora e indiscriminada, não fazendo referência a qualquer exemplo de valor positivo
b)O moralismo vicentino localiza os vícios, não nas instituições, mas nos indivíduos que as fazem viciosas
c)É intricada a estruturação de suas cenas, que surpreendem o público com a inesperado de cada situação
d)É complexa a critica aos costumes da época, já que o autor primeiro a relativizar a distinção entre Bem e  o Mal
e)A 
ênfase desta sátira recai sobre as personagens populares mais ridicularizadas e as mais severamente punidas
02.  Sobre o Humanismo, assinale a afirmação incorreta:
a)Teve como centro irradiador a Itália e como precursor Dante Alighieri, Boccaccio e Petrarca
b)Retorna os clássicos da Antiguidade greco-latina como modelos de Verdade, Beleza e Perfeição
c)Associa-se à noção de antropocentrismo e representou a base filosófica e cultural do Renascimento
d)Denomina-se também Pré-Renascentismo, ou Quatrocentismo, e corresponde ao século XV
e)
Representa o apogeu da cultura provençal que se irradia da França para os demais países, por meio dos  trovadores e jograis
03. (FUVEST) Aponte a alternativa correta em relação a Gil Vicente:
a)Compôs peças de caráter sacro e satírico
b)Representa o melhor do teatro clássico português
c)Só escreveu peças e português
d)Escreveu a novela Amadis de Gaula
e)Introduziu a lírica trovadoresca em Portugal
04.  O Cancioneiro Geral não contém:
a)Trovas e vilancetes
b)Composições na medida velha
c)Sonetos e canções
d)Composições com motes e glosas
e)Cantigas e esparsas
05.  Leia com atenção o fragmento do Auto da Barco do Inferno, de Gil Vicente:
Parvo - Hou, homens dos breviários,
        Rapinastis coelhorum
        Et pernis perdigotorum
        E mijais nos campanários.
Não é correto afirmar sobre o texto:
a)Nesta fala, o Parvo está denunciando a corrupção do Juiz e do Procurador
b)Ao misturar um falso latim com palavrões, Gil Vicente demonstra a natureza popular de seu teatro e de seus canais de expressão
c)As falas do Parvo, como esta, sempre são repletas de gracejos e de palavrões, com intenção satírica
d)O latim que aparece na passagem é exemplo de imitação paródia dessa língua
e)Por meio de seu latim, o Parvo afasta-se de seu simplicidade, mostrando-se conhecedor de outra línguas
06.  (FUVEST-SP) Diabo, Companheiro do Diabo, Anjo, Fidalgo, Onzeneiro, Parvo, Sapateiro, Frade, Florença, Brísida Vaz, Judeu, Corregedor, Procurador, Enforcado e Quatro Cavaleiros são personagens do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.
Analise as informações abaixo e selecione a alternativa incorreta cujas características não descrevam adequadamente a personagem
a)O Corregedor representa a justiça e luta pela aplicação integra e exata das leis; leva papéis e processos
b)O Frade representa o clero decadente e é subjugado por suas fraquezas: mulher e esporte; leva a amante  e as armas de esgrima
c)O Anjo, capitão da barca do céu, é quem elogia a morte pela fé; é austero e inflexível
d)O Diabo, capitão da barca do inferno, é quem apressa o embarque dos condenados; é dissimulado e irônico
e)O Onzeneiro idolatra o dinheiro, é agiota e usurário; de tudo que juntara, nada leva para a morte, ou  melhor, leva a bolsa vazia
07.  A obra de Fernão Lopes tem um caráter:
a)Histórico-literário, aproximando-se do moderno romance histórico, pela fusão do real com o imaginário
b)Basicamente histórico, pela fidelidade à documentação e pela objetividade da linguagem científica
c)Histórico-literário, pela seriedade da pesquisa histórica, pelas qualidades do estilo e pelo tratamento literário, que reveste a narrativa histórica de um tom épico e compõe cenas de grande realismo plástico, além do domínio da técnica dramática de composição
d)Essencialmente estético pelo predomínio do elemento ficcional
08.  Sobre o Humanismo, identifique a alternativa falsa:
a)Rejeita a noção do homem regido por leis sobrenaturais e opõe-se ao misticismo
b)Fundamenta-se na noção bíblica de que o homem é pó e ao pó retornará, e de que só a transcendência  liberta o homem de seu insignificância terrena
c)Em sentido amplo, designa a atitude de valorização do homem, de seus atributos e realizações
d)Designa tanto uma atitude filosófica intemporal quanto um período especifico da evolução da cultura ocidental
09. (FUVEST-SP) Caracteriza o teatro de Gil Vicente:
a)A elaboração requintada dos quadros e cenários apresentados
b)A busca de conceitos universais
c)A obra escrita em prosa
d)A preocupação com o homem e com a religião
e)A revolta contra o cristianismo
10.  Sobre a poesia palaciana, assinale a alternativa falsa:
a)A diversidade métrica da poesia trovadoresca foi praticamente reduzida a duas medidas: os versos de 7  sílabas métricas (redondilhas menores)
b)A utilização sistemática dos versos redondilhas denominou-se medida velha, por oposição à medida nova, denominação que recebemos os versos decassílabos, trazidos da Itália por Sá de Miranda, em  1527
c)A poesia palaciana foi compilada em 1516, por Garcia de Resende, no Cancioneiro Geral, antologia que  reúne 880 composições, de 286 autores, dos quais 29 escreviam em castelhano. Abrange a produção  poética dos reinados de D. Afonso V (1438-1481), de D. João II (1481-1495) e de D. Manuel I – O  Venturoso (1495-1521)
d)É mais espontânea que a poesia trovadoresca, pela superação da influência provençal, pela ausência de  normas para a composição poética e pelo retorno á medida velha
e)A poesia, que no trovadorismo era canto, separa-se da música, passando a ser fala. Destina-se à leitura  individual ou à recitação, sem o apoio de instrumentos musicais


 Gabarito do seu teste

01 - B             02 - E            03 - A            04 - C              05 - E
06 - A             07 - C            08 - B             09 - D             10 - D

Classicismo

01.  Identifique a alternativa que não contenha ideais clássicos de arte:
a)Liberdade de criação e predomínio dos impulsos pessoais
b)Formalismo e perfeccionismo
c)Universalismo e racionalismo
d)Valorização do homem (do aventureiro, do soldado, do sábio e do amante) e verossimilhança (imitação  da verdade e da natureza)
e)Obediência às regras e modelos e contenção do lirismo
02.  (MACKENZIE-SP) Sobre o poema Os Lusíadas, é incorreto afirmar que:
a)na Invocação, o poeta se dirige às Tágides, ninfas do rio Tejo
b)Na ilha dos Amores, após o banquete, Tétis conduz o capitão ao ponto mais alto da ilha, onde lhe  descenda a “máquina do mundo”
c)quando a ação do poema começa, as naus portuguesas estão navegando em pleno Oceano Índico,  portanto no meio da viagem
d)É composto em sonetos decassílabos, mantendo em 1.102 estrofes o mesmo esquemas de rimas
e)Tem como núcleo narrativo a viagem de Vasco da Gama, a fim de estabelecer contato marítimo com as Índias
03. Não são modalidade da medida nova:
a)soneto e ode
b)terceto e oitava
c)écloga e sextina
d)canção e elegia
e)trova e vilancete
04.  Os Lusíadas - Luís de Camões -  O discurso do “Velho Restelo” está em oposição a certas concepções dominantes na sociedade portuguesa da época dos grandes descobrimentos, expressas pelo discurso que exalta a empresa navegadora posta em marcha pela Coroa Lusitana.
Qual das alternativas abaixo justifica a afirmação:
I) Esse velho, descontente com o empreendimento português de buscar do mundo novas partes, destrói ponto por ponto os ideais que levaram à epopéia das grandes navegações. Começa por desmitificar o ideal da fama, dizendo que ela nada mais é que a vontade de poder, fraude com que os poderosos atiçam as massas para fazê-las apoiar sua política expansionista.
II) “Chamam-te Fama e Glória soberana / Nomes com que se o povo néscio engana. Esse desejo de mandar só produz danos. Mostra que o projeto ultramarino será um desastre para a sociedade portuguesa, ocasionando o despovoamento e o enfraquecimento do país, já que os homens válidos estarão mortos ou em outras terras e, em Portugal, estarão os velhos, as mulheres, os órfãos.
III) Para ele, a empresa navegadora produzirá somente pobreza, adultério, desamparo. Execra ainda os chamados heróis civilizadores, aqueles que fizeram progredir a  sociedade humana, por exemplo: Prometeu, que roubou o fogo do céu e deu aos homens; Dédalo, grande arquiteto que fabricou para seu filho Ícaro umas asas, presas com cera nos ombros, com cujo auxílio pretendeu voar. Considera todo avanço técnico intrinsecamente mau, porque ocasionam a ruína de seus empreendedores.
a)I e II
b)I, II e III
c)I e III
d)II
e)II e III
05.  O Classicismo propriamente dito, tem por limites cronológicos, em Portugal, as datas de:
a)1527 e 1580
b)1502 e 1578
c)1198 e 1434
d)1500 e 1601
e)1434 e 1516
06.  (FUVEST-SP) Na Lírica de Camões:
a)a mulher é vista em seus aspectos físicos, despojada de espiritualidade
b)encontra-se uma fonte de inspiração de muitos poetas brasileiros do século XX
c)cantar a pátria é o centro das preocupações
d)encontram-se sonetos, odes, sátiras e autos
e)o verso usado para a composição dos sonetos é o redondilho maior
07.  O culto aos valores universais – o Belo, o Bem, a Verdade e a Perfeição – e a preocupação com a forma  aproximaram o Classicismo de duas escolas literárias posteriores. Aponte a alternativa que identifica essas  escolas:
a)
Trovadorismo e Humanismo
b)
Romantismo e Modernismo
c)
Barroco e Simbolismo
d)Arcadismo e Parnasianismo
08.  Assinale a incorreta sobre Camões:
a)Representa a amadurecimento de língua portuguesa, sua estabilização e a maior manifestação de sua  excelência literária
b)Sua obra compreende os gêneros épico, lírico e dramático
c)Sua lírica compõe-se exclusivamente de redondilhas e sonetos
d)A lírica de Camões permaneceu praticamente inédita. Sua primeira compilação e póstumas, datada de  1595, e organizada sob o título de As Rimas de Luis de Camões, por Fernão Rodrigues Lobo Soropita
09. Não se relaciona à medida nova:
a)predileção por formas fixas
b)sonetos, tercetos, oitavas e odes
c)versos decassílabos
d)influência italiana
e)cultura popular, tradicional
10.  Ainda sobre Camões, assinale a incorreta:
a)A principal diferença entre a poesia lírica e a poesia épica é formal e manifesta-se da utilização de versos  de diferentes metros
b)As redondilhas de Camões seguem os moldes da poesia palaciana do Cancioneiro Geral de Garcia de  Resende e , mesmo na medida velha, o poeta superou seus contemporâneos e antecessores
c)A lírica na medida velha, tradicional, medieval, vale-se dos motes glosados, das redondilhas e são de  cunho galante, alegre madrigalesco
d)Não há um texto definitivo de lírica camoniana. Atribuem-se-lhe cerca de 380 composições líricas,  destacando-se os cerca de 200 sonetos, alguns de autoria controversa
e)Camões teria reunido sua lírica sob o titulo de O Parnaso Lusitano, que se perdeu, e do qual há algumas  referências nas cartas do poetas


 Gabarito do seu teste

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