Girly Paradise Gifs Professora Sandra Bastos: Educação Especial
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Como planejar atividades para educação especial

Written By: Fatima Calado

Como planejamos atividades para uma educação especial ou estudantes de uma sala de recursos? Como em qualquer consideração na educação de necessidades especiais, é essencial entender o que são estas necessidades especiais. Os estudantes têm dificuldades físicas ou emocionais? Há estudantes incapazes quanto ao desenvolvimento? Visão ou audição prejudicada? Podemos então basear nossas atividades em torno das necessidades. Aqui estão algumas considerações gerais, seguidas depois por outras mais específicas.

1. Seja atento aos fatores estressantes únicos que seus estudantes com necessidades especiais enfrentam. O que poderia parecer divertido para um estudante comum pode ser aterrorizante para um estudante autista.
2. Monitore a estimulação sensorial: novos sons, aromas, sabores e toques.
3. Mudanças são muito difíceis para muitos estudantes com necessidades especiais. Sua zona de conforme é estreita; novidades podem sem muito intimidantes. Assegure-os de sua segurança pessoal.
4. Limite as variáveis no ambiente. Muitos estudantes sofrem de sobrecarga sensorial, então, mantenha as coisas tão consistentes quanto possível. Mesmo ir a aulas como arte ou música pode ser traumático.
5. Esteja preparado para períodos difíceis, sendo calmo e consistente. Isto estruturará a confiança de seus alunos em situações novas.
6. Discuta opções com os alunos. Muitas vezes uma criança com necessidades especiais só consegue ver uma opção – “bater ou correr”. Faça sessões de brainstorm com eles sobre o que fazer quando se sentem em perigo (pedir ajuda a um adulto, entrar em um corredor, etc).
7. Complete suas ações alertando outros integrantes da equipe ou adultos sobre os planos do aluno.
8. Seja franco com seus outros alunos, especialmente os “normais”. Explique a situação e assegure a eles que serão mantidos seguros. Fale a eles sobre como interagir com alunos com necessidades especiais.
9. Quando selecionar atividades, fale com seus alunos. Pergunte como se sentem e o que apreciariam. Esta tende a ser uma boa hora para uma lição de linguagem. Escreva seus pensamentos no quadro, Use um quadro SQA se eles puderem fazer isto (S – o que eu sei sobre o que estamos fazendo, Q – o que eu quero aprender, A – o que eu aprendi). O quadro é encerrado após a atividade.
10. Para atividades dentro de sala de aula, opte pelo simples em vez do complicado. Este conselho aplica-se a todos os alunos. Eles têm uma oportunidade maior de êxito. A maior meta para a maioria das atividades é interação positiva em geral e comunicação, juntamente com exposição a novas coisas.
11. Para culinária – use massas congeladas e deixe-os decorarem os biscoitos. Use receitas com ingredientes simples que eles gostem – pizza, torta, massas, legumes.
12. Para artes – selecione projetos que encorajem formas livres, como argila, pintura com os dedos, pastéis e colagens. A chave é a participação e exploração dos materiais.
13. Para ciências – atenha-se ao básico, como água, plantas, animais, veículos, segurança e saúde. Estes são fatores no ambiente dos estudantes. Eles frequentemente precisam de auxílio para aprender como enfrentar e interagir. As escolhas do currículo devem ser significativas para a sua vida diretamente.
14. Para música – Eu gostava da abordagem da musicoterapia. Nós usávamos canções, dança e ritmo par a criar uma atmosfera pacífica e feliz. Escolha canções com um tema positivo. O website Mr. Roger gravou a maioria de suas canções, e eu acredito que elas estão entre as melhores.
15. Para Estudos Sociais – olhe mapas. Tenha convidados de outras nações que façam palestras. Concentre-se na comunidade e como interagimos em nossa comunidade local, nacional e global.
16. Para viagens ao campo – mantenha-as simples, seguras e bem supervisionadas. Tente torná-las uma extensão de sua zona de segurança. Encontre recursos com programas simples, organizados.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Alfabetização de alunos surdos a partir do conto de histórias
Como educadora especial e estudiosa de temáticas referentes a surdez procuro, neste breve registro, relatar minha ação pedagógica no Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão em Educação Especial - NEPES, que presta atendimento de educação especial à comunidade de Santa Maria - RS.
Consciente de mudanças significativas na área de surdez e, consequentemente, na forma de perceber o ser surdo, ocupei-me em desenvolver uma prática educativa que resgatasse o surdo como um ser integral, considerando princípios teórico/práticos fundamentados numa visão sócio - antropológica de surdez. Partindo dessa visão procurei proporcionar um ambiente lingüístico adequado a minha turma de alunos, isto é, as atividades partiam do contato com um instrutor de língua de sinais criando, desta forma, possibilidades para aquisição dessa língua e à construção de um processo de identidade surda que, sabemos, só é possível através da interação com os membros reais da comunidade surda.
Na procura diária de espaços significativos para a alfabetização, desenvolvo uma técnica de conto de histórias numa proposta de educação bilingüe, onde o objetivo maior foi possibilitar a aquisição da L2 do surdo, isto é, a língua portuguesa.
Buscando o input lingüístico favorável à aprendizagem, as histórias foram contadas, primeiramente, por um instrutor surdo e, num segundo momento, a mesma história era contada em língua portuguesa pelo professor ouvinte. No decorrer das atividades, os conteúdos implícitos na mensagem da história e seu vocabulário eram trabalhados através de diálogos, desenhos e dramatização estabelecendo um feedback entre professor/ aluno, consciente do papel do professor como mediador na construção do saber. Resgatando a abordagem sócio - interacionista de aprendizagem, onde as potencialidades do aluno com necessidades educativas especiais são valorizadas, e partindo de suas aquisições, isto é, de aprendizagens já estabelecidas nos níveis cognitivos, lingüísticos, afetivo e social, os alunos construíam seus textos a partir da vivência do conto e da dramatização das histórias.
Após o conto em língua de sinais e em língua portuguesa, contemplando um ambiente lingüístico apropriado as especifidades lingüísticas do surdo, os alunos dramatizam coletivamente as vivência inerentes a história.
Estas dramatizações são feitas primeiramente na linha Montessoriana, isto é, onde dramatizam as cenas conjuntamente. Logo após, a turma vive o ensaio teatral de toda a história onde cada criança assume o papel de um personagem.
No decorrer destas atividades, o processo de alfabetização toma corpo quando as crianças são convidadas a construírem textos referentes a história vivida na dramatização. Os alunos ficam livres para exporem suas idéias expressadas através de frases individuais que num conjunto vão formando o texto significativo para os alunos. Esses textos irão trazer para dentro da prática de sala de aula a oportunidade de se trabalhar todas as noções, habilidades, valores, conceitos que a história proporciona conhecer. Durante a intensidade de todo esse processo cria-se espaços para que todos os aspectos da gramática da língua portuguesa sejam discutidos numa riqueza de relação dialógica entre educando/educando e educando/educador. Sendo assim, o léxico, a sintaxe e o morfológico retirados dos textos são vividos de forma lúdica, criativa, onde mais uma vez os alunos irão vivenciar concretamente as cenas do cotidiano, sentindo prazer em conhecer e dominar a escrita. Através dessas criações textuais significativas dos alunos, esculpida numa prática pedagógica que resgata a possibilidade de criar, imaginar e dramatizar, os alunos surdos convivem com a língua escrita – 2a língua da comunidade surda – como algo que lhe é prazeiroso que pode representar o seu mundo construindo-se como pequenos cidadãos em seu cotidiano escolar.
Percebi, através desta ação pedagógica, resultados satisfatórios em relação a comunicação, a compreensão textual, a aquisição da L2 e, principalmente, a importância do conto de histórias para expressão dos surdos.
Essa experiência me possibilita afirmar, hoje, que a interação entre surdos adultos dominantes da língua de sinais e surdos menores é fundamental para a aprendizagem dos alunos surdos. Ressaltando que essa somente é possível a partir da aquisição da L1 dos surdos, ou seja, a língua de sinais.
Consciente do momento atual em que vivemos, diante de tantos questionamentos frente a educação de surdos, senti a necessidade de socializar com estudiosos da área esse trabalho que foi enriquecedor para minha formação profissional.
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